04/03/2026
Durante a Quaresma, especialmente nas sextas-feiras e na Sexta-feira Santa, é comum a prática da abstinência de carne vermelha. Mas uma dúvida frequente surge: por que o peixe é permitido? E qual é a diferença entre ele e a carne vermelha nesse contexto?
A resposta envolve tradição religiosa, simbolismo e também aspectos culturais!
Na tradição católica, a abstinência de carne durante a Quaresma está relacionada ao conceito de penitência e simplicidade. Historicamente, a “carne” mencionada nas práticas de jejum refere-se à carne de animais terrestres de sangue quente, como boi, porco e frango, alimentos associados a celebrações, fartura e festividade.
O peixe, por outro lado, é considerado uma carne de sangue frio e, culturalmente, sempre foi visto como um alimento mais simples. Além disso, possui forte simbolismo no cristianismo primitivo, sendo inclusive um dos primeiros símbolos da fé cristã.
Do ponto de vista nutricional, o peixe é uma excelente fonte de proteína magra, possui gorduras benéficas (como o ômega-3) e é mais leve para a digestão quando comparado a muitos cortes de carne vermelha.
Assim, a permissão do consumo de peixe durante o jejum mantém o princípio da moderação, sem eliminar a ingestão de proteínas importantes para o organismo.
Comer peixe durante os dias de jejum da Quaresma não é apenas uma alternativa alimentar, é uma tradição que carrega significado espiritual e histórico.
A substituição da carne vermelha pelo peixe representa simplicidade, reflexão e equilíbrio. Ao mesmo tempo, oferece benefícios nutricionais que contribuem para uma alimentação mais leve e saudável.
Mais do que uma regra, é um gesto simbólico que une fé, tradição e cuidado com o corpo!
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